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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Perigos de má alimentação

Disfunção alimentar, ou transtorno alimentar, é um termo genérico utilizado para significar qualquer alteração relacionada com a alimentação, seja em nível metabólico, ou psicológico ou outro, tal que configure quadro de disfunção no aporte ou provisão alimentar próprio de alguém. As práticas de boa nutrição podem ajudar a prevenir transtornos alimentares. Os jovens vão buscar a sua imagem corporal e auto-estima ao mundo que os rodeia. Envolver as crianças na preparação da comida e ensinar-lhes a reconhecer imagens corporais realistas pode prepará-las para hábitos saudáveis que podem ajudar ser-lhes úteis ao longo da vida. Os principais riscos de uma má nutrição são:
-Ortorexia: é um distúrbio de alimentação marcado por uma fixação por uma alimentação saudável, ou seja natural, sem químicas, agrotóxicos ou aditivos. Ortoréxicos têm obsessão pela escolha e preparo dos alimentos e tentam impor seus hábitos a quem conviver com eles. Esse problema pode estar ligado a algum transtorno obsessivo-compulsivo ou sinaliza início de anorexia. Estes hábitos podem produzir diversos problemas de saúde, caso o ortoréxico não mude sua alimentação por alimentos que complemente sua dieta.
-Avitaminoses ou hipovitaminoses: são uma família de doenças causadas pela falta ou deficiência de vitaminas no organismo. Geralmente é devida a uma alimentação incompleta, mas podem também surgir na sequência de outros problemas de saúde. As doenças variam de acordo com a deficiência de tal vitamina. A falta de vitamina A pode causar nictalopia (cegueira noturna), hemeralopia (cegueira diurna, causada por uma função deficiente dos cones), xeroftalmia (endurecimento da córnea, tornando-a semi-opaca e prejudicando a visão); de vitaminas do grupo B pode ocasionar beribéri, ariboflavinose, pelagra; de vitamina C pode dar origem ao escorbuto, gengivitehemorragia nasal, entre outros.
-Anorexia: anoréxicos atingem uma grande perda de massa, de modo que o seu Índice de Massa Corporal se reduza a valores inferiores a 17,5 kg/cm². A perda de peso pode ser efetivada por estrita restrição dietética, em adição a exercícios físicos excessivos; outros, em conjunção a esses métodos, também podem abusar de técnicas purgativas (provocar-se vômitos, abusar de laxantes ou diuréticos, etc.) que acreditam resultar em perda das calorias consumidas, sem necessariamente, como no caso da bulimia, ter antes havido períodos de comilança desenfreada.
-Bulimia: bulímicos passam por episódios de comilança desenfreada que resultam num consumo de calorias muito superior ao de uma pessoa normal no mesmo período. Seguidos desses episódios, são por eles empregados vários hábitos que visam compensar o ganho calórico, entre os quais os mais usados são as técnicas purgativas; em uma pequena minoria dos casos, porém, bulímicos limitam-se a se exercitar rigorosamente e/ou jejuar por longos períodos, sem provocar a purgação da comid a. A bulimia se distingue do tipo purgativo da anorexia, por não haver, no caso do primeiro transtorno, o emagrecimento extremo visto no segundo.
Alguns sintomas que podem caracterizar a anorexia e bulimia são:
• Emagrecimento
• Cuidado excessivo com a alimentação
• Desculpas para não comer ou comer sozinha
• Isolamento, alterações de humor e Agressividade
• Excesso de exercício físico
• Vômito e uso de laxantes
• Atitude demasiado crítica quanto à sua imagem
• Perda da menstruação
O tratamento é multidisciplinar, isto é, envolve a recuperação do peso normal com acompanhamento nutricional e médico, a eliminação das causas psíquicas através de apoio psicológico e a prevenção da recaída, sobretudo pelos familiares, mas com apoio de psicólogos. Em casos graves pode ser necessária hospitalização.
Contudo, todos eles podem ser tratados com sucesso, com competente cuidado médico, nutricional e psicológico, incluindo-se a hipnoterapia.

-Compulsão alimentar: é um transtorno alimentar comum, em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só, ou constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não purga depois de comer em excesso, nem pratica com frequência exercício em excesso na tentativa de queimar calorias. A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou estrato socioeconômico e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças. Infelizmente, não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva, mas existe uma variedade de opções de tratamento que podem ser exploradas quando o transtorno é diagnosticado. A obesidade pode vim a ser uma conseqüência da compulsão. Pessoas que sofrem este tipo de problema apresentam algumas características:
→ A maioria são mulheres, mas há bem mais homens que nos outros transtornos;
→ Não apresentam vômitos;
→ Não usam diuréticos ou laxantes;
→ 75% apresentam obesidade;
→ Não há distorção da imagem corporal;
→Têm em média mais de 30 anos;
→Alimentam-se normalmente durante o dia, mas têm episódios onde comem em demasiado;
→ São introvertidos;
→ Culpam-se por seu comportamento;
→ Podem apresentar afetivos e vício em jogos de azar e bingos.



-Obesidade: é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual.

- Desnutrição: a desnutrição pode ser o resultado de pouca alimentação, onde é causada por um desequilíbrio entre a necessidade do corpo e a ingestão de nutrientes essenciais. É uma deficiência de nutrientes essenciais e pode ser o resultado de uma ingestão insuficiente devido a uma dieta pobre; de uma absorção deficiente do intestino dos alimentos ingeridos; do consumo anormalmente alto de nutrientes pelo corpo; ou da perda excessiva de nutrientes por processos como a diarréia, sangramento, insuficiência renal.

Seguem algumas dicas pra uma boa alimentação:
• Faça um diário alimentar e anote tudo o que você come.
• Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de 4 a 5 horas.
• Jamais pule refeições.
• Quando, fora dos horários, surgir à vontade de comer, busque uma alternativa (caminhada, exercícios físicos) que reduza a ansiedade.
• Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
• Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma enquanto lê ou assiste televisão.
• Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada. Isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, atua rapidamente, com o preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de neurotransmissores no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para que esse segundo mecanismo funcione.
• Jamais faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher o carrinho com guloseimas.
• Não estoque comidas tentadoras (doces, sorvetes, salgadinhos) em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
• Não vá a festas de estômago vazio. Se, chegando lá, você não resistir à tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e dispense o resto.

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